segunda-feira, 15 de junho de 2009

O ato de refletir

É incrível como, em certa época de sua vida, as coisas convergem para um assunto só. Sempre fui um grande admirador da História, e um dos "atos" desse teatro vivo que eu mais aplaudo é a Segunda Guerra. O momento político, a tecnologia, seu início, meio e fim, os cabeças do conflito, as batalhas, o drama, a ação. E não só isso, tudo oq foi relacionado a ela, como revistas, livros, filmes, seriados, documentário, sites, eu sempre estudo esse conflito e a cada vez me surpreendo mais.

Há algumas semanas um primo veio visitar-me, pois estava de férias. Fomos criados praticamente juntos, então o considero mais um irmão que mora longe que um primo propriamente dito. Além disso, havia achado minha coleção de revistas da Abril sobre a Guerra, e até cheguei a mostrá-lo. Compartilhamos muitos gostos, e foi aí que em uma conversa sobre seriados diversos, eis que ele me indica Band of Brothers. O seriado, produzido em 2001 por Tom Hanks e Steven Spielberg e baseado no livro homônimo de Stephen E. Ambrose, conta com 10 episódios que mostram a campanha americana pela Europa, desde a libertação da Normandia até a invasão à Alemanha, tudo através dos olhos de uma Companhia de paraquedistas, a Easy Company. Além das habituais cenas de combate, a mini-série foca muito no psicológico dos soldados, mostrando até relatos de veteranos do conflito no início de cada episódio. Ainda estou a acompanhar o seriado, estou no 6° episódio.

Não satisfeito, estava eu, ontem, na minha habitual caça a sons novos, logo após ter visto o 5° episódio de Bands, quando me dou de cara com uma banda japonesa chamada World's End Girlfriend. Achei o nome curioso e comecei a procurar alguns vídeos para escutar o trabalho dos caras, e me deparo com isso:

World's End Girlfriend - We are the Massacre


Fiquei abismado com o clipe. Não sei se pela atmosfera da música, ou a junção contrastante com as cenas exibidas, a verdade é que fiquei totalmente atordoado com o acúmulo de negatividade que venho ingerido ultimamente. O pior de tudo é você parar, refletir, e perceber a pura verdade... somos realmente o massacre, e achar isso "normal"! Então pra que raios serve a meditação, a reflexão, se no final nos damos conta que essa vida é tão efêmera, tão frágil, que basta um simples ato imbecil, que nem precisa ser seu, para a morte te ceifar, e ainda se conformar com isso!

Afinal, como mudar uma natureza destrutiva como a nossa?

sábado, 6 de junho de 2009

Estou ouvindo... Parte 2 - ASOBI SEKSU

Comentei no post do Nujabes que eu gostava muito de bandas orientais, por ter muitas realmente fodas. Não, Asobi Seksu não é oriental, mas tem muitas influências das bandas de lá, inclusive a vocalista Yuki Chikudate, que canta muitas músicas em japonês.

O Asobi Seksu é uma banda nova-iorquina formada pela dupla Yuki Chikudate e James Hanna, além de alguns músicos convidados. Fazem um shoegaze muito, mas muito foda mesmo, com pitadas de noise rock e j-music. Possuem 3 álbuns de estúdios: Asobi Seksu (2004), Citrus(2006) e o recém lançado Hush.

Asobi Seksu - Thursday



Asobi Seksu - Me & Mary



Por incrível que possa parecer, eles já fizeram shows em solo brasileiro, em 2005, em Belo Horizonte... É frustrante você descobrir uma banda e saber que ela já tocou no Brasil, sem previsões de volta...
Myspace: http://www.myspace.com/asobiseksu